domingo, 8 de janeiro de 2012

Lí, gostei e recomendo #030 >>> Os Últimos Dias Segundo Jesus


Para o cristão é importante cercar-se de bons intérpretes das Escrituras. Nesse ano de 2012, quando muita falácia sobre o fim do mundo é propagada, torna-se ainda mais necessário avaliar nossa doutrina e esperança quanto a temas escatológicos.  O livro de R.C.Sproul, Os Últimos Dias Segundo Jesus,  publicado pela Editora Cultura Cristã,  ajuda muito nesse sentido. Segue um trecho do livro:

“O modo de discutir o conteúdo do Sermão do Monte das Oliveiras depende principalmente da hermenêutica (os princípios de interpretação) empregada. A hemenêutica ortodoxa protestante segue o ponto de vista de Martinho Lutero do sensus literaris. Atualmente, existe muita confusão em relação ao “sentido literal” das Escrituras. Lutero queria dizer que deveríamos interpretar a Bíblia de acordo com a forma em que foi escrita, ou em seu “sentido literário”. Foi uma tentativa de evitar arroubos imaginários no subjetivismo que moldam as Escrituras, a deformam e modelam segundo o capricho e a inclinação do intérprete. Para se resguardar do subjetivismo, Lutero procurou uma regra que pudesse guiar o intérprete em direção a um objetivo ao interpretar o texto.

Interpretar a Biblia “literalmente” no sentido clássico exige que aprendamos a reconhecer nas Escituras diferentes gêneros literários. Poesia deve-se interpretar como poesia, e passagens de cunho didático devem ser interpretadas de acordo com regras didáticas. A narrativa histórica não deve ser tratada como uma parábola, nem a parábola como uma rígida narrativa hstórica. Muitas profecias bíblicas são moldadas dentro do gênero profético que utiliza uma linguagem de figuras vívidas e imaginativas e geralmente mistura elementos da narrativa histórica comum com a linguagem figurada da poesia.

Parte da confusão em torno da interpretação bíblica deriva da utilização contemporânea  do termo “literal”. Atualmente, “literal” geralmente se refere não ao sentido técnico que foi utilizado por Lutero, mas à interpretação de imagens poéticas e similares como uma didática direta ou linguagem indicativa.  Nesse sentido, entender todo texto “literalmente” não é interpretá-lo de acordo com o gênero em que foi escrito, mas interpretá-lo no sentido indicativo puro e simples...”  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Lí, gostei e recomendo #029 >>> Morte na Cidade

Morte na cidade"... Muitas vezes são as bençãos periféricas do evangelho que, quando se libertam da base cristã, transformam-se nos itens de julgamento na próxima geração. Considere a liberdade, por exemplo. Foi o resultado da Reforma no mundo norte-europeu que nos proporcionou um equilíbrio de forma e liberdade na área do estado e sociedade, liberdade para as mulheres, liberdade para as crianças, liberdade na área do Estado sob a lei. E, não obstante, uma vez estando longe da base cristã, é esta mesma liberdade sem forma, que traz julgamento sobre nós nas rodas giratórias da História."



(Francis Schaeffer *1912-1984*, em Morte na Cidade, Ed. Cultura Cristã)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Alguém disse #011 - Sobre o NATAL

"Há muitas histórias na Bíblia, mas todas as histórias estão contando a Grande História. A história de como Deus ama seus filhos e vem para resgatá-los. É necessária a Bíblia inteira para contar esta história. E no centro da história há um bebê. Cada história na Bíblia sussurra o seu nome. Ele é como a peça que faltava no quebra-cabeça, a peça que faz com que todas as outras peças se encaixem, e de repente você pode ver uma bela imagem. Minha esperança e oração para todos vocês neste ano que chega, é que vocês alcancem uma maior, melhor, mais profunda, e mais brilhante compreensão desta notável História e de seu herói Infalível!"
(por W.G. Tullian Tchividjian)



Feliz natal junto aos seus
e um 2K12 graciosamente abençoado por Deus !!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lí, gostei e recomendo #028 >>> Calvinismo: As antigas doutrinas da graça

Texto extraído do livro de Paulo Anglada, “Calvinismo: As antigas doutrinas da graça”, publicado pela Knox Publicações.

“A doutrina calvinista da graça eficaz deve ser compreendida à luz da doutrina da graça como um todo. A graça de Deus é o atributo divino que faz com que Ele manifeste seu favor ao homem, agindo para com ele de maneira misericordiosa, bondosa e longânime.  Quando o calvinista fala da graça eficaz, ele se refere a uma das características da graça especial de Deus. Ele se refere ao seu favor imerecido com relação à salvação dos eleitos. Essa é a sublime manifestação do amor de Deus para com o homem. Contudo, existem outras.  O favor imerecido de Deus para com a criatura, e para com o homem em especial,  se manifesta de diversos modos, tanto para com os eleitos como para com os não-eleitos.  Essas manifestações gerais da graça de Deus são chamadas de “graça comum” ou “graça geral”.

Essas duas manifestações da graça de Deus são essencialmente diferentes. A graça especial é espiritual no sentido em que é salvífica; a graça  comum é natural (pois nenhuma quantidade dela  pode salvar).  A graça especial é apenas para os eleitos; a graça comum é para todos. A graça especial é uma ação sobrenatural do Espírito Santo; a graça comum é sua ação ordinária. A graça especial é regeneradora, isto é, cria uma nova natureza no homem, o qual se torna co-participante da natureza divina de Cristo, enquanto a graça comum não altera a natureza humana, a qual continua depravada e caída. A graça especial é justificadora; ela livra da culpa do pecado, reconciliando o homemcom Deus; a graça comum não altera o estado legal do homem, visto que ele cotinua culpado, por maiores que sejam as bençãos que possa receber de Deus. A graça especial é santificadora, e livra do domínio do pecado; a graça comum pode apenas restringir a influência do pecado.

Finalmente, outra característica distintiva e essencial da graça especial de Deus é que ela é eficaz e irresistível.  A graça especial é irresistivelmente aplicada, produzindo tudo o que foi dito acima, enquanto a graça comum jamais produzirá quaisquer desses resultados. A graça especial não se restringe à persuasão moral; ela inclui também a operação eficaz do Espírito Santo.

A graça comum pode ser não-moral ou moral, quanto aos seus resultados. A graça comum não-moral ou moral atua com relação às bençãos gerais de Deus, tais como a chuva, o sol, o alimento, o vestuário, a moradia, etc., as quais, até certo ponto, são indistintamente distribuídas tanto aos eleitos como aos não-eleitos. A graça moral diz respeito aos resultados morais produzidos pela persuasão moral (por uma operação geral do Espírito Santo) que, por meio dos governos, das leis, da opinião pública e da consciência, restringe o pecado e produz certo grau de decência, de ordem, de justiça, de moral, de verdade, de ciência, etc.

Outra graça comum moral corresponde a todos os benefícios que o evangelho proporciona tanto a regenerados quanto a não-regenerados: a pregação da Palavra (o chamamento externo), a membresia eclesiástica, o convívio com e o testemunho dos eleitos, a disciplina eclesiástica, etc. Os judeus no Antigo Testamento, os filhos dos crentes, e os que frequentam a igreja gozam desse privilégio, o qual não deve ser menosprezado – é uma grande benção estar no lugar certo. Entretanto, não se deve confundir esta graça com a graça especial (eficaz).”

sábado, 4 de junho de 2011

Lí, gostei e recomendo #027 >>> Cantando ao Senhor

Trechos do livro Cantando ao Senhor, 
de D. Martin Lloyd Jones, 
Editora PES, 2004.


E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;  falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo – (Efésios 5:18-20). 


“No versículo 18 do capítulo 5 de Efésios o apóstolo nos lembra a doutrina fundamental segundo a qual nós, cristãos, devemos ser controlados pelo Espírito Santo e devemos estar sempre deixando-nos encher do Espírito... Em contraste com “ficar bêbado”de vinho, Paulo está muito naturalmente pensando no aspecto alegre e feliz da vida...  Algumas pessoas consideram “essas palavras” pouco menos que um decreto-lei que prescreve a ordem no culto para a Igreja. Basta ver o contexto para ver que não é esse o caso... O apóstolo só está tratando de um aspecto que acontece no culto... Aqui ele está interessado em como os homens e as mulheres mostram que estão cheios do Espírito quando estão tendo comunhão uns com os outros em suas reuniões comunitárias de adoração... Portanto, devemos abordar esse versículo com  cuidado. Muita gente boa perdeu o rumo aqui... É bem sabido que desde o princípio o canto sempre foi uma parte definida do culto cristão... “Salmos, hinos e cânticos espirituais”... O apóstolo menciona os três termos deliberadamente, a fim de fazer uma descrição geral da ampla variedade de maneiras pelas quais as pessoas que são cheias do Espírito dão expressão à sua alegria e à sua felicidade.

... Pode muito bem ser que Paulo esteja ensinando algo como o seguinte: quando vocês se reúnem, há grande alegria em seus corações por serem cristãos, pessoas cheias do Espírito. Como vão expressar essa alegria?  Bem, cantem alguns dos velhos  Salmos de Israel, se vocês os conhecem. Em acréscimo, alguns de vocês, sob a influência e a inspiração do Espírito, poderá compor hinos, hinos de louvor a Deus e ao Senhor Jesus Cristo. Leve-os então consigo e cante-os, e chame os outros para que se juntem a você para que todos os cantem juntos.  Quanto aos cânticos ou canções, temos nesta passagem uma sugestão de algo mais espontâneo, de alguma  expressão extemporânea... Nas Escrituras há casos em que pessoas piedosas de repente têm consciência do que está acontecendo, e da verdade, e irrompem em cânticos... E o apóstolo diz: agora vocês precisam controlar isso: “Faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Cor. 14:40)... O oposto do excesso não é o silêncio, e sim o controle.. . Evitemos todos os excessos e façamos tudo com decência e ordem. Mas acima de tudo, “não extingais o Espírito” (I Tes. 5:19), e sim enchei-vos dEle, e dêem prova disso.

... Devemos ter todo cuidado de não limitar o Espírito Santo e de não nos fazermos culpados de extiguir o Espírito de maneira legalista. O Espírito Santo não somente habilitou os escritores bíblicos a escreverem esta Palavra de Deus inspirada, autêntica e inerrante, mas, graças a Deus, o mesmo Espírito pode habilitar um pequeno pregador a pregar; o mesmo Espírito pode habilitar um escritor a compor um hino; o mesmo Espírito pode habilitar um artista a pintar um quadro em representação da glória de Deus.” 

domingo, 22 de maio de 2011

Lí, gostei e recomendo #026 >>> A Verdadeira Obra do Espírito: sinais de autenticidade

Texto de Jonathan Edwards (1703-1758), do livro “A Verdadeira Obra do Espírito:  sinais de autenticidade”, editora Vida Nova, 2010:
 “Amados, não acrediteis em qualquer espírito, mas avaliai se os espíritos vêm de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo (I João 4:1) ”
Na era apostólica houve o maior derramamento do Espírito de Deus de todos os tempos, seja em termos de dons e influências extraordinários, seja em termos de realizações comuns, convencendo, convertendo, iluminando e santificando as almas dos homens. Todavia, à medida que as influências do verdadeiro Espírito abundavam, também as falsificações disseminavam; o Diabo fartou-se em imitar as obras do Espírito de Deus, tanto as comuns quanto as extraordinárias, conforme se evidencia em inúmeras passagens dos livros apostólicos. Isso tornou indispensável o fornecimento de certas regras à igreja de Cristo, marcas distintivas e claras através das quais ela pudesse prosseguir em segurança, ao avaliar o verdadeiro e o falso, sem correr o risco de ser ludibriada.  A exposição dessas normas é o propósito evidente do capítulo 4 de I João, texto em que tal assunto é tratado de forma mais clara e completa do que em qualquer outro lugar na Bíblia. Com esse objetivo determinado, o apóstolo encarrega-se de suprir a igreja de Deus com sinais do Espírito verdadeiro, que sejam claros, seguros e bem adaptados ao uso e à prática. Para que o assunto pudesse ser abordado de maneira simples e adequada, João insiste nessa temática ao longo de todo o capítulo. Por isso mesmo, é estranho que o que é dito aqui não seja levado em consideração, nos insólitos dias de hoje quando há atividades tão incomuns e amplas nas mentes das pessoas, uma imensa variedade de opiniões e tantas discussões a respeito da obra do Espírito.