sábado, 18 de setembro de 2010

Lí, gostei e recomendo #019 >>> Amados por Deus

Em seu livro “Amados por Deus” (Editora Cultura Cristã), R.C. Sproul procura responder algumas perguntas dentre as quais destaco a seguinte: “De que modo as pessoas podem experimentar e transmitir o amor de Deus?”  

De maneira simples e direta, Sproul apresenta argumentos importantes sobre o amor e a resposta para a indagação acima descrita, utilizando para isso a Palavra de Deus, em especial os versículos bíblicos contidos em 1 João 4:7-11, a saber:

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.” 

Sproul comenta assim esse texto bíblico:

“(Na) afirmação de João de que Deus é amor, vemos um artifício literário que aponta o fato de que Deus é a origem, o fundamento, o modelo e fonte de todo amor. Lembramos que o contexto bíblico em que João diz que Deus é amor é uma exortação ou um mandamento sobre o modo como devemos nos comportar em relação ao próximo. João escreveu ‘Amados, amemo-nos uns aos outros’. Este é o imperativo que está diante de nós. Quando João procurou um fundamento lógico para este mandamento, ele acrescentou ‘porque o amor procede de Deus’.

Dizer que o amor procede de Deus significa que o amor pertence a Deus ou que é uma propriedade de Deus. Ele tem a posse do amor como uma propriedade do seu ser divino, como um atributo. Significa também que o amor é essencialmente de Deus. Sempre que o amor é manifestado, ele aponta para seu fundamento, seu proprietário e sua fonte, que é o próprio Deus. Novamente, isto não significa que todo amor é de Deus, mas significa que todo amor genuíno procede de Deus e tem suas raízes nele.

O amor que João está descrevendo obviamente não é um amor genérico. O amor que ele descreve é um tipo específico de amor. Ele fala disto em termos restritivos. O amor está limitado àqueles que nasceram de Deus e que conhecem a Deus. Ele continua a dizer que a pessoa que não ama, neste sentido limitado, não conhece a Deus e provavelmente não é nascido de Deus.

Este tipo restritivo de amor que caracteriza Deus é o tipo de amor que se revela naqueles que nasceram de Deus. É um dom com uma origem sobrenatural. Encontra-se apenas nos que nasceram de novo, porque todos os que exercitam e apenas aqueles que o exercitam são nascidos de Deus.”

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Alguém disse #008 - Perguntas aos evolucionistas

Meu amigo Emir me enviou um email com interessantes perguntas feitas por um cara chamado Teno Groppi. Tratam-se de questões que desafiam a lógica do raciocínio evolucionista. Leia abaixo e responda se puder.

- Quando o "Big Bang" supostamente começou o universo - o que foi que explodiu? Donde veio o primeiro pedaço de matéria? Donde veio a energia que causou a explosão? Donde veio o espaço para dentro do qual a explosão se expandiu?

- De que maneira pernas evoluíram para asas sem evoluir primeiramente para [alguma coisa] parcialmente perna, parcialmente asa? Tal [aleijão] seria inferior, para se locomover, a qualquer uma das duas [alternativas de membros] totalmente desenvolvidas. Aquela [forma transitória] não tornaria a extinção mais provável [que tudo], pelo fato de esta criatura ter mais dificuldade em buscar comida e em fugir de predadores? (A mesma pergunta pode ser feita para escamas e penas, ou guelras e pulmões, e outros órgãos). 

- O que evoluiu primeiro: as plantas, ou os insetos que as polinizam?

- O que veio primeiro: a mensagem do DNA, ou o [seu] portador que é o RNA, ou a proteína, uma vez que a produção de cada um deles requer que os outros dois já estejam presentes? 

- Para que a ameba sequer se incomodaria de evoluir para criaturas "mais avançadas" tais como o dodô e os dinossauros, uma vez que estas vieram a ser extintas, enquanto que a ameba ainda está por ai? 

- Com quem cruzou a primeira célula capaz de se reproduzir? 

- O que surgiu primeiro: o sistema digestivo; a comida a ser digerida; o conhecimento da necessidade de alimento; a habilidade de achar alimento; o saber o que é alimento, o que consumir e de que forma consumir; os sucos gástricos; ou a habilidade do corpo em não ser destruído pelos mesmos ácidos que digerem o seu alimento? 

- Como as baleias sabem nascer propositadamente diferentes dos demais mamíferos, com a cauda saindo primeiro, sendo ejetadas velozmente, e nadando celeremente para a superfície, bem próxima, para não serem afogadas durante o parto? Mamíferos nascem na posição "cabeça primeiro". Por acaso todas as baleias bebês se afogaram até a evolução descobrir que baleias não podiam nascer da mesma forma que os demais mamíferos? Lembre, elas teriam menos do que uma geração para fazer a devida correção evolutiva, pois uma geração de baleias afogadas teria causado a extinção da espécie.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Alguém disse #007

Jamais existiu sistema de pensamento mais consistente do que o cristão. Sua beleza transcende todas as palavras, porque possui aquela qualidade que nenhum outro sistema de pensamento tem completamente – é possível partir do início e levar tudo até o fim. É simples assim. E cada parte e aspecto deste sistema pode ser relacionado desde o começo.

(SCHAEFFER, Francis A. O Deus que intervém. Editora Cultura Cristã, 2002 – p. 235)

sábado, 29 de maio de 2010

Lí, gostei e recomendo #018 >>> Darwin no banco dos réus

Phillip Johnson, graduado em Harvard e na Universidade de Chicago, tem dado uma bela dor de cabeça aos darwinistas ao argumentar que a teoria da evolução não tem base em fatos, mas na fé no naturalismo filosófico. Abaixo segue pequeno trecho do livro “Darwin no banco dos réus” (Editora Cultura Cristã):


A dificuldade básica em explicar como a vida poderia ter começado é que todos os organismos vivos são extremamente complexos, e a seleção darwinista (seleção natural) não pode realizar a formação (de vida) nem mesmo teoricamente até que organismos já existam e sejam capazes de reproduzir suas espécies... O organismo mais simples capaz de vida independente, a célula bacteriana procariota, é uma obra-prima de complexidade miniatuarizada que faz uma espaçonave parecer bem inferior tecnologicamente. Mesmo que alguém suponha que algo muito mais simples do que uma célula bacteriana possa ser capaz de iniciar a evolução darwinista – uma macromolécula de DNA ou RNA, por exemplo –, a possibilidade de que tal entidade complexa possa se auto-organizar por acaso é ainda fantasticamente improvável, mesmo que bilhões de anos fossem disponíveis.

... Nos organismos contemporâneos, o DNA, o RNA e as proteínas são mutuamente interdependentes, com o DNA dirigindo a síntese das proteínas, e as proteínas executando o trabalho químico necessário da célula. Um cenário evolutivo deve supor que esse sistema complexo evoluiu de um predecessor muito mais simples, primeiro empregando, provavelmente, apenas um dos três maiores constituintes. O que veio primeiro, os ácidos (DNA ou RNA) ou as proteínas? E como a primeira molécula viva funcionou e evoluiu na ausência das outras? Essas questões definem a agenda para o campo da evolução química, em que diversos cenários competem por atenção... Há uma concordância geral de que nenhuma teoria tem obtido qualquer confirmação experimental substancial.

... Praticamente todos (os darwinistas) enfatizam a aparência de design e propósito, a complexidade imensa da célula mais simples, e a aparente necessidade de muitos componentes complexos funcionando juntos para sustentar a vida. Todos usam um vocabulário de comunicação inteligente para descrever a síntese da proteína: mensagens, instruções programadas, linguagens, informação, codificação, decodificação, e bilbiotecas. Por que não considerar a possibilidade de que a vida é o que tão evidentemente parece ser, o produto de uma inteligência criadora?... O que os cientistas perderiam não é um programa de pesquisas inspirador, mas a ilusão do “domínio total exercido pela natureza”. Teriam de enfrentar a possibilidade de que além do mundo natural há uma realidade mais além que transcende a ciência. Todavia, encarar essa possibilidade é absolutamente inaceitável...



*Ricardo - Blog “Pés Sobre os Montes” - comenta:

Você teve notícia de que foi conseguido agora em 2010 a finalização, após 15 anos, da construção, com apoio computacional, do cromossoma de uma bactéria unicelular, sendo este introduzido em uma célula bacteriana sem cromossoma? Foram anos, foram alguns milhões de dólares, para esse notável e meritoso feito científico. O quanto adicionalmente seria preciso para se ter ainda as outras estruturas e componentes dessa célula microscópica: sua membrana, seu citoplasma, e etc? Pois é, foi preciso muita inteligência dos cientistas, amplo conhecimento adquirido por várias gerações, muito empenho pessoal, e grande aplicação de recursos financeiros. Fica difícil crer que a vida, com toda essa complexidade expressa em apenas uma minúscula célula, tenha surgido expontâneamente, ou tenha sido auto-criada... é preciso fé, muita fé. Conhecendo a complexidade revelada pela ciência, fica mais fácil crer que o que vemos é resultado da criação da vida por um Ser inteligente e poderoso. Abençoada inteligência humana, bendita ciência!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lí, gostei e recomendo #017 >>> A Era dos Sonhos Frustados

Sixto IV comprou o papado (em 1471), fazendo-se eleger com base em promessa e presentes que fez aos cardeais. Durante o seu pontificado o nepotismo e a corrupção alcançaram níveis nunca vistos no papado. A essência de sua política consistiu em enriquecer sua família, em particular seus cinco sobrinhos...Para manter esta política, e a pompa de seus sobrinhos, ele impôs a todos os territórios papais o monopólio do trigo. O melhor grão era vendido para encher as arcas papais, e o povo somente recebia o pão de pior qualidade. Mas apesar de tudo isto a posteridade conhece Sixto IV como o mecenas que mandou construir a Capela Sixtina, chamada assim em sua honra.

O papa Inocêncio VIII foi eleito (em 1484)  depois de ter jurado pelo que havia de mais sagrado  de que respeitaria os direitos dos outros cardeais, que não nomearia mais do que um da sua família, e que poria a sé romana em ordem. Mas assim que se viu de posse da tiara papal ele declarou que o poder do papa era supremo, e que por isto não precisava se sujeitar a nenhuma promessa, principalmente quando feita sob alguma pressão. Ele foi o primeiro papa a reconhecer publicamente seus vários filhos ilegítimos, que cumulou de honras e riquezas. A venda de indulgências se transformou em um negócio vergonhoso sob a administração e a serviço de um dos filhos do papa... Inocêncio quis livrar a cristandade de bruxas através de uma bula cujo resultado foi a morte de centenas de  mulheres cujo único crime era serem impopulares, ou talvez um pouco excêntricas.


*  Extraído de "A Era dos Sonhos Frustados", Vol. 5 de "E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo", de autoria de Justo L. Gonzales, Editora Vida Nova.

sábado, 8 de maio de 2010

Alguém disse #006

GUERRAS RELIGIOSAS: QUAL A SUA CAUSA?

"As igrejas evangélicas que apoiam o ecumenismo dizem que fazem isso em nome da paz, do diálogo e aceitação das diferenças. O mundo vive em guerra e o ecumenismo é a resposta para que o mundo tenha paz. O senhor concorda com essas afirmações?"

Eu não sou ecumênico. Nunca senti atração pela ideia de se negociar a verdade em nome da unidade. Como se houvesse uma oposição entre amor e verdade.

Podemos amar ao próximo e discordar dele. É possível mantermos ao mesmo tempo a fidelidade à verdade e a fidelidade ao amor. Posso discordar da religião de alguém e me ver ao seu lado numa manifestação pela defesa dos direitos humanos. Posso dizer que um certo pregador ensina o erro e garantir-lhe o direito constitucional de dizer o que pensa.

A verdade não tem que necessariamente dividir. Pode gerar divisão na hora de admitir alguém na igreja, mas não gerar divisão na hora de admitir alguém na sociedade. Pode significar não receber na comunhão da igreja alguém que professa fé em algo oposto ao cristianismo, mas pode significar receber alguém que professa fé em algo oposto ao cristianismo na relação fraterna da sociedade civil.

As guerras religiosas nunca tiveram como motivo a firme adesão a um ponto de vista teológico qualquer, uma vez que elas são causadas pela incapacidade de se permitir que pessoas pensem de modo diferente; pelo bloqueio emocional que impede que um se aproxime do outro, procurando entender a razão de ser do pensamento daquele que adota um ponto de vista doutrinário contrário; pela tentativa de deter o erro com canhão, em vez do diálogo e ensino; e pelo desamor, que nos faz -em nome da verdade- fazer aquilo que é contrário a ela mesma, pois a verdade nos ensina a amar.

* Postado por Antonio Carlos Costa no Blog Palavra Plena, em 20-04-2010.