terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Li, gostei e recomendo #042 >>> Meditações no Evangelho de Lucas, de John Charles Ryle

Meditações no Evangelho de Lucas, de John Charles Ryle, Ed. Fiel, 2011


Falando em ler a Bíblia ao longo do próximo ano, sugiro um livro que serve de grande apoio no entendimento do Evangelho Segundo São Lucas.  Uma saudável companhia para tal leitura é J. C. Ryle, que viveu de 1916 a 1900, servindo ao Senhor como pastor por 40 anos, antes de ser indicado como bispo da cidade de Liverpool, na Inglaterra.

Segue um pequeno trecho de Ryle comentando Lucas 4:14-22, que serve de alerta para os chamados desigrejados:

"Somos informados que Jesus, "indo para Nazaré... entrou num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler" as Escrituras. Naquela época, os escribas e fariseus eram os principais mestres dos judeus. Dificilmente poderíamos supor que o ensino ministrado por estes homens, na sinagoga, desfrutava da bênção e da presença do Espírito de Deus. No entanto, aqui vemos nosso Senhor dirigindo-se à sinagoga, lendo as Escrituras e pregando ali. A sinagoga era o lugar onde o dia do Senhor e a Palavra de Deus eram publicamente reconhecidos; e, pensando assim, nosso Senhor achou conveniente honrá-la.



Sem dúvida, temos, uma lição prática nessa atitude de Jesus. Ele desejava que soubéssemos que não devemos menosprezar levianamente qualquer reunião de adoradores que professam reverenciar o nome, o dia e o Livro de Deus. Em uma igreja, há muitas coisas que precisam ser melhoradas. Talvez haja falta de clareza, abrangência e ortodoxia no ensino ministrado ou exista carência de unção e dedicação na maneira como o pastor realiza o culto. Entretanto, enquanto uma igreja não manifesta nenhum erro doutrinário e o crente não tem outra onde congregar-se, ele deve pensar com bastante seriedade antes de ausentar-se do culto. Se existem dois ou três que se reúnem em nome de Cristo, para estes o Senhor Jesus prometeu uma bênção especial. Mas não encontramos qualquer promessa para o crente que permanece em casa."

domingo, 28 de dezembro de 2014

Li, gostei e recomendo #041 >>> Como ler a Bíblia livro por livro.

Como ler a Bíblia livro por livro, de Gordon Fee e Douglas Stuart, Ed. Vida Nova, 2013.

Para quem planeja ler a Bíblia ao longo do próximo ano, sugiro um livro que se propõe a ser um guia de estudo panorâmico da Bíblia. Seus autores indicam elementos/linhas (as alianças e fidelidade de Deus, em contraponto a nossa infidelidade; a escolha que Deus faz dos mais fracos; a libertação do povo de Deus para fazer deles o seu tesouro pessoal; a presença de Deus com seu povo; a Lei; o sistema sacrificial e o perdão; a escolha de um rei para representar a Deus na terra) que revelam a unicidade dos Escrituras, que fazem com que a história toda se mantenha coesa como uma única história.


Recorto e colo aqui um trecho dos comentários dos autores Fee & Stuart sobre a passagem que está no Evangelho de Lucas, cap.4: v.14-44:

"Depois de um resumo introdutório (v.14-15), Lucas usa a visita de Jesus à sinagoga da sua cidade natal para apresentar todo o seu ministério(v.16-30): cumprindo profecias do Antigo Testamento, capacitado pelo Espírito; com boas novas aos pobres, incluindo a libertação de cativos, justificada por duas histórias do Antigo Testamento de inclusão dos gentios, resultando em oposição. Observe especialmente que a oposição é o resultado de Jesus ter lembrado alguns judeus da inclusão prévia de gentios por iniciativa de Deus (prenunciando, dessa maneira, a história de Atos).

A isso seguem duas narrativas curtas ilustrando o ministério poderoso de Jesus em prol dos pobres e cativos. Assim, ao expulsar demônios e curar os doentes (v.31-44), Jesus, o (humilde) Guerreiro Divino, enfrenta Satanás na guerra santa no próprio suposto campo de Satanás (v.4.6; cf.10.18)."


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Li, gostei e recomendo #040 >>> Aventuras com a Bíblia no Brasil - F.C. Glass

Aventuras com a Bíblia no Brasil, livro de F.C. Glass, Livraria Evangélica, ano ????.

Um antigo exemplar em português desse livro me foi emprestado gentilmente pela irmã e amiga Nelly Lane, cuja família nos remonta aos primeiros passos da Igreja Presbiteriana em nosso país no século XIX. Trata-se de um livro precioso, onde F. C. Glass conta muitas histórias dos colportores em seu desbravamento pelos mais diversos rincões de nossa pátria católica apostólica romana, quando a Bíblia era proibida aos fiéis, fato que fez com que esses distribuidores e vendedores de bíblias e novos testamentos corressem perigo de morte, sim muitos perigos por conta da perseguição e também das dificuldades de locomoção através de rios, estradas de terra e picadas em florestas. São fatos ocorridos desde o ano de 1892 até o ano de 1926 aproximadamente.

Para ilustrar o que li, seguem abaixo pequenos trechos desse interessante e edificante livro.

"No fim de março de 1902, deixei o Rio de Janeiro para fazer, com a Bíblia, uma viagem através do país, até Cuiabá... Passamos um domingo sossegado no nosso novo alojamento, mas os padres começaram a movimentar-se assemelhando-se a um ninho de vespas e, com grande atividade, procuraram desfazer o nosso trabalho. O Bispo publicou uma carta pastoral especial contra nós e nossos livros, mas parece sem que qualquer pessoa fosse por ela influenciada, embora essa carta pastoral naturalmente causasse um pequeno movimento de oposição durante os primeiros dias...

... Tivemos um ótimo dia de trabalho no centro da cidade, repleto de oportunidades para darmos testemunho da Palavra de Deus e fazermos uma exposição clara do Evangelho... dentro de poucos dias o nosso pequeno grupo viajava descendo o Rio Cuiabá...

... A cerca de 16 km de Goiás... Comecei a galgar a íngreme subida da célebre cadeia das Montanhas Douradas... Era um panorama maravilhoso! Embora eu não pudesse demorar-me para apreciá-lo melhor, pois nuvens negras, se acumulando, prometiam forte tempestade, e apenas pude ver uma décima parte dessas admiráveis obras de Deus...

... A necessidade é urgente e o fator tempo muito vital. Tanto a Grã-Bretanha como as Américas precisam que a Bíblia seja levada novamente para elas, de um modo vigoroso, eficaz, inteligente, atrativo e corajoso, e isto sem perda de tempo pois que "a noite se aproxima"...


... Estou bem certo de que quando a luz brilhar nestas trevas densas descobrir-se-á que Deus possue muitas pessoas entre estas tribos de índios - muitos frutos preciosos para Sua honra e glória. Quanto tempo mais terão eles de esperar? Onde estão os voluntários há tanto aguardados? " 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Li, gostei e recomendo #039 >>> Crônicas e Poesias do Meu Amor - Rev. Ludgero M. Moraes

Crônicas e Poesias ao Meu Amor - Rev. Ludgero M. Moraes, livro de Josenira Bonilha Moraes, Abba Press, 2012.

Li esse livro com muito gosto. A autora é uma amiga que conheci recentemente, mas alguém cuja família logo nos recebeu com um sincero amor cristão quando passamos a congregar em nossa nova igreja em Barão Geraldo, Campinas. Nesse livro, Josenira nos conta sobre a vida de seu marido, cujo ministério cristão, acompanhado linha a linha das crônicas e poesias, testifica como o serviço de um Filho de Deus atende a vontade do nosso Pai de que sejam feitos discípulos em todas as nações, segunda a Sua infinita graça. 

Assim, aqui e ali, deparamo-nos com narrativas como esta:

"... Durante um bom tempo, talvez uns seis meses, a luta foi grande, barreiras intransponíveis a começar dos irmãos ali existentes, que estavam desacostumados do convívio com a igreja.  O campo em torno da cidade era muito grande e para visitá-los o Ludgero necessitava percorrer de ônibus e num espaço de mais ou menos 15 dias. O campo era quase todo em zona rural, lugares perigosos, mas era nesses lugares que o pastor recebia estímulo e incentivo para não desanimar, porque na cidade a indiferença era desanimadora.

Cada vez que morria um crente, começava uma luta terrível. Os portões do cemitério eram fechados e a autoridade era o padre e só ele tinha poder para resolver. Os corpos dos crentes eram enterrados fora do local chamado "sagrado". Dentro do cemitério eram enterrados só os católicos batizados.

Ficamos em Ponte Nova durante 6 anos e quando de lá saímos o Ludgero deixou uma igreja construída, com casa e 58 membros na sede. Nesse lugar o Ludgero teve todos os tipos de provas, mas Deus lhe deu grandes vitórias."