Nem só de conhecimento doutrinário se vive o Evangelho. A prática do amor ao próximo é vital para uma caminhada cristã sadia. Muitos missionários são bons exemplos de tal aplicação da doutrina, despontando entre nós com uma fé prática, que nos confronta com nosso individualismo. Bem, tempos atrás fui presenteado com um livrinho que nos remete ao trabalho missionário da irmã Delci. Destaca-se nesse livro o trabalho executado por essa missionária e outros irmãos na Casa das Formigas, uma ONG que desenvolve um programa de assistência escolar, alimentar e de saúde na cidade de Maputo, Moçambique. Conheço um pouco aquele país por conta de duas viagens que realizei a trabalho (secular) e, dessa maneira, a ação social desenvolvida por essa missão heroica e abençoadora muito me toca. A necessidade material básica e espiritual naquele país africano é enorme.
Segue abaixo o último trecho do referido livro, a saber: Deus sabe o que faz, de Delci Esteves dos Santos, Editora Vale da Benção, 2014.
"Ao relatar todos esses fatos da minha vida, meu coração derrete diante do Senhor e exclama: Posso todas as coisas naquele que me fortalece! (Filipenses 4:13). Paulo descobriu essa verdade com profundidade e a repassou à igreja de Filipos. Recebi essa verdade por meio da Bíblia e, hoje, realmente entendo esse versículo em profundidade, pois aprendi a amar as crianças moçambicanas mais do que à minha própria vida! Assim, este verdadeiramente não é o último capítulo, pois, pela graça de Deus, ainda há muito para ser escrito! Louvado seja Ele!"
P.S.: Caso se interesse por saber mais e ajudar, segue página no Facebook:
https://www.facebook.com/Casa-das-Formigas-202566866552844/
"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte." (Mateus 5:14)
domingo, 17 de julho de 2016
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Li, gostei e recomendo #044 >>> JOÃO CALVINO: Amor à devoção, doutrina e glória de Deus
Trata-se de um livro para que se conheça o
homem João Calvino, que está por trás do mito. Esse livro, publicado pela Editora
Fiel em 2010, foi editado por Burk Parksons e possui 18 colaboradores de alto
nível, que exemplificam como Calvino era humilde, atencioso, piedoso, cheio das Escrituras e possuidor de um desejo grande por exaltar a glória de Deus. Esse é
o Calvino que na abertura de cada uma das edições das Institutas destacava que “a sabedoria verdadeira e correta consiste de duas partes: o conhecimento de
Deus e de nós mesmos.”
Deixo aqui um dos inúmeros trechos preciosos
desse livro:
“Calvino não deixou espaço para uma posição
intermediária. Ou seguimos fervorosamente o exemplo de Cristo, ou O negamos por
meio de nossa conduta e estilo de vida. Esse padrão difere bastante da atitude
de muitos cristãos contemporâneos, que são casuais ou indiferentes em buscar a
semelhança com Cristo. Mas, pela maneira de escrever de Calvino, é evidente que
ele considerava a busca zelosa da santidade como a vida cristã normal... Ao
mesmo tempo, Calvino advertiu contra o estabelecermos um padrão elevado para os
outros crentes. Ele escreveu: “Não devemos insistir na absoluta perfeição do
evangelho em nossos irmãos, por mais que nós mesmos nos esforcemos por essa
perfeição.” Usando uma expressão contemporânea, devemos ser severos em relação
a nós mesmos e amáveis para com os outros. Infelizmente, o oposto é o que se
evidencia com frequência. Esperamos muito dos outros, enquanto desculpamos a
nós mesmos.”
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Li, gostei e recomendo #043 >>> A Mensagem de Romanos, de John Stott
A Mensagem de Romanos,
de John Stott, ABU Editora, 2007.
E falando em livros
como apoio para o entendimento das Escrituras, um que muito me ajudou em nossos
estudos da Carta aos Romanos foi o livro de John Stott (A Mensagem de Romanos).
O autor que viveu de 1921 a 2011 nos apresenta as valiosas doutrinas bíblicas,
comunicadas pelo Espírito Santo através do sábio apóstolo Paulo, de maneira que
cada detalhe da talvez mais importante carta paulina é abordado de forma clara
e direta, considerando as variadas interpretações de teólogos do calibre de Agostinho
de Hipona, Martinho Lutero, João Calvino, Charles Hodge, Karl Barth, D.M.
Lloyd-Jones, John Murray, dentre outros. Por ser contemporâneo nosso, as
palavras de Stott aproximam-se bastante das questões do homem da presente era
pós-moderna. Certamente esse livro é um ótimo guia para uma leitura e
estudo apurados de Romanos.
No final de seu livro
Stott comenta os versos 25 a 27 do capítulo 16 de Romanos que diz:
"Ora,
àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação
de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos
tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por
meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a
obediência por fé, entre todas as nações, ao Deus único e sábio seja dada
glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!"
Segue as palavras
finais de Stott sobre esse trecho bíblico: "... é justo
dizer que os maiores temas da carta de Paulo estão concentrados nesta
doxologia: o poder de Deus para salvar e para confirmar; o evangelho e o
mistério, uma vez oculto e agora revelado e que consiste no Cristo crucificado
e ressurreto; o testemunho da Escritura do Antigo Testamento, cujo enfoque é Jesus
Cristo; a incumbência que Deus nos deu de tornar a boa nova conhecida em todo o
mundo; a convocação para que todas as nações lhe respondam em obediência e fé;
e a sabedoria salvadora de Deus, a quem toda glória é devida para todo o
sempre."
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Li, gostei e recomendo #042 >>> Meditações no Evangelho de Lucas, de John Charles Ryle
Meditações no
Evangelho de Lucas, de John Charles Ryle, Ed. Fiel, 2011
Segue um pequeno
trecho de Ryle comentando Lucas 4:14-22, que serve de alerta para os chamados
desigrejados:
Falando em ler a
Bíblia ao longo do próximo ano, sugiro um livro que serve de grande apoio no
entendimento do Evangelho Segundo São Lucas. Uma saudável companhia para tal leitura é J. C.
Ryle, que viveu de 1916 a 1900, servindo ao Senhor como pastor por 40 anos,
antes de ser indicado como bispo da cidade de Liverpool, na Inglaterra.
Segue um pequeno
trecho de Ryle comentando Lucas 4:14-22, que serve de alerta para os chamados
desigrejados:
"Somos informados
que Jesus, "indo para Nazaré... entrou num sábado, na sinagoga, segundo o
seu costume, e levantou-se para ler" as Escrituras. Naquela época, os
escribas e fariseus eram os principais mestres dos judeus. Dificilmente poderíamos
supor que o ensino ministrado por estes homens, na sinagoga, desfrutava da
bênção e da presença do Espírito de Deus. No entanto, aqui vemos nosso Senhor
dirigindo-se à sinagoga, lendo as Escrituras e pregando ali. A sinagoga era o
lugar onde o dia do Senhor e a Palavra de Deus eram publicamente reconhecidos;
e, pensando assim, nosso Senhor achou conveniente honrá-la.
Sem dúvida, temos, uma
lição prática nessa atitude de Jesus. Ele desejava que soubéssemos que não
devemos menosprezar levianamente qualquer reunião de adoradores que professam
reverenciar o nome, o dia e o Livro de Deus. Em uma igreja, há muitas coisas
que precisam ser melhoradas. Talvez haja falta de clareza, abrangência e
ortodoxia no ensino ministrado ou exista carência de unção e dedicação na
maneira como o pastor realiza o culto. Entretanto, enquanto uma igreja não
manifesta nenhum erro doutrinário e o crente não tem outra onde congregar-se,
ele deve pensar com bastante seriedade antes de ausentar-se do culto. Se
existem dois ou três que se reúnem em nome de Cristo, para estes o Senhor Jesus
prometeu uma bênção especial. Mas não encontramos qualquer promessa para o
crente que permanece em casa."
domingo, 28 de dezembro de 2014
Li, gostei e recomendo #041 >>> Como ler a Bíblia livro por livro.
Como ler a Bíblia
livro por livro, de Gordon Fee e Douglas Stuart, Ed. Vida Nova, 2013.
Para quem planeja ler
a Bíblia ao longo do próximo ano, sugiro um livro que se propõe a ser um guia
de estudo panorâmico da Bíblia. Seus autores indicam elementos/linhas (as
alianças e fidelidade de Deus, em contraponto a nossa infidelidade; a escolha que
Deus faz dos mais fracos; a libertação do povo de Deus para fazer deles o seu
tesouro pessoal; a presença de Deus com seu povo; a Lei; o sistema sacrificial
e o perdão; a escolha de um rei para representar a Deus na terra) que revelam a
unicidade dos Escrituras, que fazem com que a história toda se mantenha coesa como
uma única história.
Recorto e colo aqui um
trecho dos comentários dos autores Fee & Stuart sobre a passagem que está
no Evangelho de Lucas, cap.4: v.14-44:
"Depois de um
resumo introdutório (v.14-15), Lucas usa a visita de Jesus à sinagoga da sua
cidade natal para apresentar todo o seu ministério(v.16-30): cumprindo profecias
do Antigo Testamento, capacitado pelo Espírito; com boas novas aos pobres,
incluindo a libertação de cativos, justificada por duas histórias do Antigo
Testamento de inclusão dos gentios, resultando em oposição. Observe especialmente
que a oposição é o resultado de Jesus ter lembrado alguns judeus da inclusão
prévia de gentios por iniciativa de Deus (prenunciando, dessa maneira, a
história de Atos).
A isso seguem duas
narrativas curtas ilustrando o ministério poderoso de Jesus em prol dos pobres
e cativos. Assim, ao expulsar demônios e curar os doentes (v.31-44), Jesus, o
(humilde) Guerreiro Divino, enfrenta Satanás na guerra santa no próprio suposto
campo de Satanás (v.4.6; cf.10.18)."
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Li, gostei e recomendo #040 >>> Aventuras com a Bíblia no Brasil - F.C. Glass
Aventuras com a Bíblia no Brasil, livro de F.C. Glass, Livraria Evangélica, ano ????.
Um antigo exemplar em português desse livro me foi emprestado gentilmente pela irmã e amiga Nelly Lane, cuja família nos remonta aos primeiros passos da Igreja Presbiteriana em nosso país no século XIX. Trata-se de um livro precioso, onde F. C. Glass conta muitas histórias dos colportores em seu desbravamento pelos mais diversos rincões de nossa pátria católica apostólica romana, quando a Bíblia era proibida aos fiéis, fato que fez com que esses distribuidores e vendedores de bíblias e novos testamentos corressem perigo de morte, sim muitos perigos por conta da perseguição e também das dificuldades de locomoção através de rios, estradas de terra e picadas em florestas. São fatos ocorridos desde o ano de 1892 até o ano de 1926 aproximadamente.
Para ilustrar o que li, seguem abaixo pequenos trechos desse interessante e edificante livro.
"No fim de março de 1902, deixei o Rio de Janeiro para fazer, com a Bíblia, uma viagem através do país, até Cuiabá... Passamos um domingo sossegado no nosso novo alojamento, mas os padres começaram a movimentar-se assemelhando-se a um ninho de vespas e, com grande atividade, procuraram desfazer o nosso trabalho. O Bispo publicou uma carta pastoral especial contra nós e nossos livros, mas parece sem que qualquer pessoa fosse por ela influenciada, embora essa carta pastoral naturalmente causasse um pequeno movimento de oposição durante os primeiros dias...
... Tivemos um ótimo dia de trabalho no centro da cidade, repleto de oportunidades para darmos testemunho da Palavra de Deus e fazermos uma exposição clara do Evangelho... dentro de poucos dias o nosso pequeno grupo viajava descendo o Rio Cuiabá...
Um antigo exemplar em português desse livro me foi emprestado gentilmente pela irmã e amiga Nelly Lane, cuja família nos remonta aos primeiros passos da Igreja Presbiteriana em nosso país no século XIX. Trata-se de um livro precioso, onde F. C. Glass conta muitas histórias dos colportores em seu desbravamento pelos mais diversos rincões de nossa pátria católica apostólica romana, quando a Bíblia era proibida aos fiéis, fato que fez com que esses distribuidores e vendedores de bíblias e novos testamentos corressem perigo de morte, sim muitos perigos por conta da perseguição e também das dificuldades de locomoção através de rios, estradas de terra e picadas em florestas. São fatos ocorridos desde o ano de 1892 até o ano de 1926 aproximadamente.
Para ilustrar o que li, seguem abaixo pequenos trechos desse interessante e edificante livro.
"No fim de março de 1902, deixei o Rio de Janeiro para fazer, com a Bíblia, uma viagem através do país, até Cuiabá... Passamos um domingo sossegado no nosso novo alojamento, mas os padres começaram a movimentar-se assemelhando-se a um ninho de vespas e, com grande atividade, procuraram desfazer o nosso trabalho. O Bispo publicou uma carta pastoral especial contra nós e nossos livros, mas parece sem que qualquer pessoa fosse por ela influenciada, embora essa carta pastoral naturalmente causasse um pequeno movimento de oposição durante os primeiros dias...
... Tivemos um ótimo dia de trabalho no centro da cidade, repleto de oportunidades para darmos testemunho da Palavra de Deus e fazermos uma exposição clara do Evangelho... dentro de poucos dias o nosso pequeno grupo viajava descendo o Rio Cuiabá...
... A cerca de 16 km
de Goiás... Comecei a galgar a íngreme subida da célebre cadeia das Montanhas
Douradas... Era um panorama maravilhoso! Embora eu não pudesse demorar-me para
apreciá-lo melhor, pois nuvens negras, se acumulando, prometiam forte
tempestade, e apenas pude ver uma décima parte dessas admiráveis obras de Deus...
... A necessidade é
urgente e o fator tempo muito vital. Tanto a Grã-Bretanha como as Américas
precisam que a Bíblia seja levada novamente para elas, de um modo vigoroso, eficaz,
inteligente, atrativo e corajoso, e isto sem perda de tempo pois que "a
noite se aproxima"...
... Estou bem certo de
que quando a luz brilhar nestas trevas densas descobrir-se-á que Deus possue
muitas pessoas entre estas tribos de índios - muitos frutos preciosos para Sua
honra e glória. Quanto tempo mais terão eles de esperar? Onde estão os
voluntários há tanto aguardados? "
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Do Fundo do Baú #02: On The Road to Jericho
Canção de Keith Green baseada no Evangelho de Lucas 10:25-37.
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